Evolução Espiritual

Fevereiro 28, 2018 jotamdacunha 0 Comments

No percurso espiritual, ter a certeza de uma progressão constante de crescimento é, na maioria das vezes, apenas enganar-se e acreditar que já está num lugar onde lhe disseram que deveria estar e que passou a desejar alcançar, egoicamente, para agradar ou sentir-se melhor/superior.
Sentir que está parado ou até mesmo a regredir é normal, até desejável, porque abre espaço para a reflexão. O perigo é que quando procuramos, no caminho espiritual, estar onde todos dizem que devemos estar, corremos o risco de perder a chance de estarmos onde

deveríamos estar.

Procurar emoções, vivências que se sucedem em catadupa podem ser apenas uma fuga ao caminho que, tantas vezes, se apresenta cheio de obstáculos e aparenta ser pouco agradável.
Lembre-se: “mares calmos não fazem bons marinheiros”!
Querer ver ou acreditar, em si ou nos outros, apenas naquilo que dá jeito ou que é agradável, é recusar a verdadeira essência do todo que cada um de nós é. Para nos conhecermos na totalidade, é necessário aceitarmo-nos na totalidade. Bom e mau, juntos, perfazendo a perfeição imperfeita do nosso ser recém criado pelo Criador. Crescer é mais aceitar todas as partes de mim e escolher a que eu quero ser em cada momento do que lutar contra tudo aquilo que me foi dito que não deveria ser. Crescer é aceitar humildemente quem sou em vez de querer mostrar ou conquistar aquilo que me foi dito que tinha de ser.
Ser “bonzinho” por medo ou soberba contribui tão pouco para a consciência espiritual como ser “mau”. No medo, nada cresce, nada evolui, nada brota; tudo está fixo, estagnado, sem vida.
Para se ajudar a si mesmo/a a conhecer-se, faça-se estas três perguntas em cada situação: Como quero agir/responder nesta situação? Quem me diz para agir/responder desta forma é o dever social ou a minha consciência? Se não existisse moral ou consequência para a minha acção/resposta, escolheria agir/responder da mesma forma?

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