O Segredo dos Relacionamentos

Fevereiro 15, 2018 jotamdacunha 0 Comments

Celebrou-se ontem o dia de São Valentim, conhecido por muitos como o “Dia dos Namorados”. Pelas redes sociais multiplicam-se dedicatórias e declarações de amor, igualadas por um outro sem número de críticas ou declarações de amor próprio.

Não me compete julgar quem faz declarações públicas de amor, apesar de, pessoalmente, preferir fazê-las em privado. Não me compete julgar quem critica o consumismo ou a falsidade deste dia nem tampouco me compete fazer apreciações sobre dedicatórias a si mesmo. No entanto, sinto-me compelido a partilhar alguns pensamentos: se se depende do outro para se ser melhor pessoa, não deveria estar-se num relacionamento. Antes, deveria aprender-se a ser melhor pessoa sozinhx e depois encontrar alguém com quem partilhar essa sabedoria, para que ambos possam crescer.

Se se está num relacionamento, deveria compreender que cada um pode e deve expressar-se como bem entende. Se não se está, a crítica soa a inveja.

Se se está sozinho, as declarações de amor próprio só são importantes e pertinentes se não se tiver feito a escolha de ficar sozinhx.

Ninguém deveria estar sozinho. Somos seres de relação. A nossa vivência sem as experiências relacionais, mais ou menos dolorosas, são vitais para o nosso crescimento espiritual. É no outro que nos espelhamos e é com o outro que aprendem

os mais, seja em que tipo de relação seja. Achar que se está melhor sozinho é apenas a manifestação de um ego ferido que necessita, urgentemente de ajuda e de Cura.

A aprendizagem da solidão deve ser o caminho dessa Cura, caminho de onde saímos a compreender que estamos bem connosco. Depois, permitir a entrada do outro na nossa vida não por desespero, dependência ou necessidade (porque se está curado) mas pela escolha consciente de partilhar o seu mundo.

Qual é então o segredo de um relacionamento? Primeiro, compreender o papel dos relacionamentos nas nossas vidas. Depois não esperar que seja esse relacionamento que vá trazer a felicidade individual. Por ultimo, compreender e aceitar o outro tal como é. Desistir da necessidade de que o outro seja diferente.  Não esperar nem querer que o outro mude nem que essa mudança seja a chave para uma vivência comum. Quando a chave não abre a fechadura, não se muda o canhão, percebe-se que se está na fechadura (ou se tem a chave) errada.

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