Celebremos o Natal!

Dezembro 24, 2017 jotamdacunha 0 Comments

O Natal é, talvez, a altura do ano em que nos sentimos mais próximos uns dos outros. Um espírito de proximidade e de pertença envolve-nos e somos até capazes de ser bem mais generosos do que no restante ano.

Ele são compras e presentes, azáfamas e até algumas zangas. Queremos de alguma forma compensar nestes dias toda a distância que se foi agravando ao longo dos meses, desde o Natal passado. E, chegado o Natal, é também tempo do Ano Novo! É o momento da tomada de decisões que têm estado guardadas nas gavetas dos afazeres para mais tarde… 

É este ano que deixo de fumar ou que vou para o ginásio. É este ano que vou ligar mais aos amigos e à família, é este ano que… tudo para no final do mês de Janeiro já estar esquecido. O que falta então? Vontade? Disciplina? Verdadeira vontade de mudar? Ou apenas a maior tendência que temos para voltar ao estado anterior à mudança, com o conforto de não termos de assumir essa mesma transformação.

Mas o que celebramos afinal? O nascimento do Salvador do Mundo. Quer queira, quer não, é isso que celebra. É claro que não foi nesta noite que Jesus nasceu. A festa do Natal é uma celebração simbólica que usa a tradição pagã e lhe dá uma nova roupagem. Usamos aquilo que é uma celebração ainda mais antiga para celebrarmos a nossa. É errado? Uma apropriação? Porquê? E porque não podemos celebrar, cada um, o seu símbolo? As tradições de Natal são uma amálgama de tradições de outras culturas: a celebração do solstício do inverno, a decoração das árvores com luzes e enfeites, os presentes, a MUITA comida na mesa…

O “meu” Deus ou o “meu” Jesus não se incompatibiliza com o Sol ou a Natureza. Tudo faz parte, no seu papel, da grande e misteriosa obra de Deus.

Por isso, este ano, gaste metade do que queria e partilhe a outra metade com quem é menos afortunado. Cozinhe metade, coma metade e veja como é tão feliz como foi em anos anteriores. Porque o importante não são os presentes, é estar presente. Aproveite estes dias para compreender e aprender o mais essencial das nossas vidas, em especial no que diz respeito às nossas famílias: aceitar e amar cada um como é, sem impor a nossa visão e a nossa vontade.

Afinal, a resposta é sempre o Amor, qualquer que seja a pergunta. E é isso que viemos aprender por cá!

Feliz Natal!

 

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