Pensamento Positivo

Novembro 23, 2017 jotamdacunha 0 Comments

Uma das maiores maiores autoras motivacionais, Louise L. Hay, que partiu recentemente deste plano, deixou-nos uma das maiores e mais inspiradoras obras mas parece continuar a ser mal interpretada por muitos. A sua teoria sobre as afirmações positivas é lida de forma superficial e é vista como uma receita rápida para “curar” todos os males. Depois de lido um dos seus livros (o mais conhecido, Pode Curar a Sua Vida), há a tendência para o seguir como uma receita.

Não muito depois, encontramos quem use as afirmações de forma leviana e não encontre os resultados que espera alcançar. Isto deve-se à ausência de uma verdadeira reflexão sobre o conteúdo da sua mensagem e da pressa que existe em resolver “todos” os problemas. A verdade é que falta reflexão sobre o que significa a mudança e qual o papel das afirmações positivas na vida.

As afirmações não são para serem feitas como quem toma uma remédio amargo, esperando a cura. As afirmações são para ser entendidas como o início de uma transformação profunda das crenças e programações que trazemos connosco. De nada vale forçar uma crença e muito menos esperar mudá-la sem ter a verdadeira noção de que crença se trata e qual o sentido da transformação que se pretende.

Fazer uma afirmação positiva, como disse, é apenas o início. É a partir dela que podemos compreender o que se passa com as nossas programações e, a partir dessa afirmação, mergulharmos na compreensão do que levou a essa crença. Forçar emoções que não sentimos não resolve. Porque a Vida não responde ao que afirmamos, mas ao que trazemos no coração. E as afirmações servem para mudar o que se carrega no coração.

Vejo também, a cada dia, muitas dessas mesmas pessoas a acumularem resistências ou ódios sobre a oração. Mudam o hábito (deixam de rezar e passam a meditar ou a afirmar) mas não mudam o foco. Uma oração, tal como uma afirmação ou um mantra, serve para criar um vórtice de energia de determinado sentido. Não pode, não deve, ser praticado mecanicamente. E de nada serve fazer afirmações se alimentamos ódio sobre a oração.

Orar, meditar ou afirmar são diferentes formas de nos conectarmos com o divino, com Deus. Deus, essa palavra tão odiada nos dias de hoje, por anticorpos criados sobre o catolicismo. Que tem Deus a ver com a vivência dos homens? Não são os padres, antes de serem padres, pessoas como todas as outras? Pessoas que procuram o seu caminho, a sua transformação interior e o caminho para Deus, também?

É fácil julgar, porque esse julgamento coloca quem julga na posição confortável de não ter de verdadeiramente reflectir sobre a sua relação com Deus. Deus é Deus, padres são homens… não confunda! Deus não tem culpa das atitudes dos Homens.

Depois de construir uma afirmação positiva, que poderá repetir como uma oração ou um mantra, ela precisa de entrar profundamente dentro do coração. Precisa de tempo para amolecer o coração duro de cada um de nós. A afirmação serve para mudar a nossa atitude perante o mundo, para reflectir sobre os nossos actos. Não é uma receita, um fim em si mesma. Apenas o início dessa transformação.

Forçar uma determinada postura, sem a ter verdadeiramente dentro do coração, só vai piorar ainda mais aquilo que atrai para si. Tamponar emoções pode ser eficaz a curto prazo, mas de nada serve porque as emoções são como a água e encontrarão sempre uma forma de serem expressadas.

Não contrarie as suas emoções, não inicie uma batalha contra si mesm@. Se o que procura é o Amor, a primeira pessoa a amar é você mesm@. Não tem de lutar contra nada. Não tem de esconder nem fingir. Tem de observar e escolher o que quer sentir, como quer ser. Essa escolha implica mergulhar fundo dentro de si e compreender a origem dos traumas, da postura endurecida. E isso dá trabalho, custa tempo e pode ser doloroso. Mas é só nesse mergulho que reside a transformação. Se não está disponível para mergulhar, não se iluda a pensar que pode mudar.

Pode continuar a fazer afirmações e a achar que está muito diferente. A Vida encarregar-se-á de lhe trazer as experiências que precisa para verificar se essa transformação foi realmente feita. E se continua a atrair experiências que não gosta, a culpa não é de ninguém. É apenas a Vida a dizer-lhe que continua egoicamente iludido e que a transformação ainda não se operou.

Se se sente perdid@, confuso… é normal. Se não sabe o que fazer mais, lembre-se que nasceu numa cultura judaico-cristã de que não pode fugir nem esconder. Então procure novamente conhecer a mensagem do mestre Jesus, o Cristo, que é bem simples e bem clara. Pode procurar noutras culturas, noutras religiões… mas este mestre corre-lhe nas veias. Não O negue. Disponha-se a conhecê-lo agora que é adult@ e abandone todas as ideias que tem Dele de quando era criança! Faça as pazes consigo mesm@ e com Deus… e não se preocupe com as fragilidades dos outros.

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